quarta-feira, 4 de julho de 2007

Memórias musicais

No próximo dia 25 de Setembro, os Police tocam em Portugal e eu lá estarei, naquele que será o meu pimeiro concerto "enta".

Não sei exactamente a quantos concertos fui até agora, mas certamente algumas dezenas. A verdade é que, com algumas excepções, aquela sensação de antecipação dos concertos constitui sempre um tónico que nos predispõe para aquele momento especial.

Longe vão os tempos em que era raro um concerto. Agora a oferta é constante.

O meu primeiro grande concerto de que me recordo foi o Rod Stewart, em 19 de Julho de 1983 (pois é! A internet permite este apuro de memória...) no Estádio do Restelo.

Na altura, com apenas 16 anos, aquele concerto foi imenso. Penso que deve ter sido um dos primeiros concertos de estádio por cá. Ainda recordo a primeira parte feita pelos Táxi, a qual ficou memorizada pelos vários sacos de água que foram mandando aos desgraçados, um dos quais acertou em cheio no viola baixo.

Curiosamente, ou não, ainda hoje acho que terá sido um dos melhores concertos que vi!

Uma das condições que sempre me guiou na decisão de ir a concertos é o estado da minha "paixão" pela banda ou artista. No caso do Rod Stewart ela devia-se à recente (na altura) edição do albúm ao vivo (muito bom!).

Foram paixões mais brandas que me levaram a não ir ver os Police ao mesmo estádio três anos antes, ou os U2, as grandes "máculas" no meu CV concerteiro.

Aqui faço um parêntesis para explicar que, da última vinda dos U2, só não fui devido à loucura que se instalou à volta dos bilhetes para o concerto.

Dois dos concertos a que fui, Ivan Lins e Level 42, ambos no Coliseu dos Recreios, foram totalmente inesperados. O primeiro deveu-se a um convite à última da hora (1 hora antes, talvez), e lá fui eu com a minha amiga (na altura) Raquel C.. Saímos do Califa, estacionamos num beco das Portas de Santo Antão, e lá fomos nós para a plateia todos contentes, pois nessa altura "o povo" ia para a Geral, o mais baratinho, e aquela era a nossa primeira experiência de plateia sentada, ainda por cima bons lugares pois os convites têm destas coisas!

Sempre me intrigou esta falha do sistema capitalista, quem não paga nos espectáculos, recebe quase sempre os melhores lugares!

Quanto ao concerto dos Level 42, a minha ida deveu-se a um erro da minha mulher que, por distração, pensou que estavamos a ir a ver os UB40... Foi ainda mais inusitado que o anterior, pois estavamos a passar à porta do Coiseu e vimos que essa noite havia concerto, pelo que foi comprar e entrar. A casa estava meio vazia, talvez menos de meia casa. A plateia, onde ficamos, era só para estar de pé, pois tinham retirado todas as cadeiras. Penso que seria para proporcionar um pézinho de dança.

Outra grande surpresa deste concerto, foi a primeira parte. Eu nada sabia sobre o concerto. E só após algumas canções me apercebi que quem estava a tocar era o Midge Ure, dos Ultravox e dos Thin Lizzy, que mais tarde viria a estar fortemente envolvido no megasucesso "Do they know it's Christmas time?" como produtor ou responsável pelos arranjos, qualquer coisa assim.

1 comentário:

Anónimo disse...

Bem, que memória :0)

Gostei de "ouvir" a tua versão dos acontecimentos.
Continua.
Beijinhos