quinta-feira, 10 de junho de 2010

Quase 1 ano passou desde a última mensagem.
A vida passa, cada vez mais depressa.
É impressionante como, por vezes, damos conta que vários anos passaram desde um dado acontecimento. Parece-nos que foi há ... sei lá, uns meses atrás, no máximo um ano e ... na verdade, passaram 3 anos, 5 anos, uma eternidade.
Há medida que vamos ficando mais velhos esta sensação parece tornar-se cada vez mais vulgar (afinal, com o acumular dos anos, também os acontecimentos que temos para guardar/recordar são cada vez mais ...).
Nas últimas semanas, tenho andado a pensar em comprar uma viola, uma viola a sério ...
Com a minha mania de racionalizar tudo, é claro que não posso deixar de me questionar se estarei bom da cabeça. De facto (ou de fato - sim, porque agora tenho um fato catita que só não me custou quase o mesmo que a dita viola custa devido aos saldos), para que quero eu a viola? Tenho actualmente 3:
- a eléctrica, que vem desde a adolescência, e cujo estado não é dos mais recomendáveis (acho que a parte eléctrica tem alguns problemas);
- a semi-acústica, a qual comprei quando entrei na universidade, em 1987. É a melhor de todas, com um estojo todo nice. Recentemente, há cerca de 7 anos, foi toda reparada e limpa.
- a acústica, comprada há cerca de 7 anos, na mesma ocasião em que mandei a outra a limpar.
Tocarei, no máximo dos máximos, 1 hora a cada 15 dias, talvez nem tanto ... Para que raio quero eu outra viola?
A minha cara metade já ameaçou, não entra mais nenhuma sem sair alguma (desejavelmente algumas, ou mesmo todas)!
No fundo, ando sempre de desejo de consumo em desejo de consumo, numa busca incessante de algo que cative a minha atenção a sério.
A vida é realmente uma treta quando se limita a uma mera existência, uma passagem por um conjunto de lugares. Tudo bem que, para quem gosta de nós (é bom pensar que há alguém que gosta de nós), a nossa "passagem" trás sempre alguma coisa de bom, mas para cada um de nós, não deixa de ser um pequeno detalhe.
O recente advento do Facebook constitui uma boa forma de as pessoas se dedicarem a alguma coisa que lhes dá algum gozo - partilhar alguma coisa com os outros.
Mas vejo sistematicamente que a saudade do tempo que passou, em especial quando se era jovem, é temática constante entre pessoas da minha idade. Será um sinal de que estamos velhos? Ou de que nos sentimos velhos?

terça-feira, 9 de junho de 2009

A crise, a concorrência, a rigidez...

Um dia atribulado a fechar um período de algum cansaço...
Começa por uma espécie de "responso" devido a um texto. Sinto que deveria ter pensado nesta questão, mas a inocuidade do dito texto não me despertou qualquer tipo de aviso deste tipo.
Depois um telefonema em que um amigo se tenta retractar de ter deliberadamente ocultado uma coisa muito específica, ou seja, de ter mentido.
Segue-se um comentário "professoral" de quem menos devia fazê-lo.
Enfim, a idade diz-me que a pressão leva as pessoas a extravassar muita coisa que não devem... por isso há que compreender e, quando possível, aguentar.

terça-feira, 15 de julho de 2008

...num lugar novo...



Pois é! Mais uma mudança de instalações...


Desta vez mantive a perspectiva visual que tinha antes, virado a Oeste, a ver passar os aviões que se aproximam da pista 03-21 da Portela. E são muitos aviões...

Deixo aqui esta linda foto para esquecer os males do mundo.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Um post africano...

Finalmente estou quase a ir embora. Mais umas 2 horitas e vêm buscar-me para me levar ao aeroporto.
Aí, uma nova "seca", de cerca de 2 horas, me espera até sair de África, mais propriamente de Argel.
Esta realidade só mesmo vista. Tudo o que eu possa dizer é pouco para ter uma ideia do que é isto.
A realidade aqui é quase como o avanço da tecnologia, o que se compra hoje para a semana já está desactualizado. Por exemplo, o parque automóvel em Argel duplicou em 4 anos!!!
E da forma como conduzem isto é uma catástrofe.
Enfim, já chega de lamentos!
Inté

sexta-feira, 9 de maio de 2008

... o tempo!

Nunca como agora o título deste blog, acrescentado deste pequeno substantivo, foi tão verdade.
Vivem-se tempos diferentes por aqui, a alegria já foi outra. O desalento prevalece!
A sensação do dever cumprido aparece agora como um escape para quem, como eu, não vê grande futuro nesta casa...

quinta-feira, 13 de março de 2008

Fim de semana cinéfilo

No último fim de semana conseguimos ir ao cinema por duas vezes! É verdade! A filha ficou em casa das avós, numa delas no Sábado e na outra no Domingo.
Acho que nem mesmo no auge da nossa vida cinéfila fomos 2 vezes ao cinema num fim de semana...
E que filmes, caramba! E que filmes!
No Sábado fomos ver o "Juno", sobre uma adolescente que fica grávida "por acaso" após um descuido com o namorado. O filme mostra o percurso da miúda há medida que a gravidez vai evoluindo. Um detalhe, ela decide ter a criança após uma atribulada ida a uma clínica de IVG pouco recomendável. Mais, decide que vai dar @ bebé para adopção, escolhendo os pais destinatários através de um anúncio numa revista.
Recomendo vivamente o filme.
No Domingo fomos ver "O Lado Selvagem". Já tendo lido o livro que lhe deu origem, já sabia o que ia encontrar (em parte!).
Por outro lado, as anteriores experiências do Sean Penn na realização sempre foram agradáveis surpresas, pelo que, tambem por esse lado, esperava um bom filme.
Só que o filme está para lá disso. É impressionante. Mexe connosco de uma forma pouco usual. Alguém que tenha visto este filme e tenha saído da sala tal como entrou não pode ser boa pessoa! Ai não pode, não!
Se recomendo o "Juno" este é obrigatório ver. Depois digam de vossa justiça!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Coisas que fiz...

Hoje ao voltar do almoço (na Gulbenkian) lembrei-me que seria interessante postar aqui algumas das coisas que lembro de ter feito quando era mais novo. Aqui vão algumas...
- andar à "chinchada", ou seja, andar nas árvores de fruto dos vizinhos do Bairro de Santa Cruz a tirar fruta das árvores. Tinha os seus perigos mas era praticamente inofensivo.
- andar de bicicleta na 2ª Circular. É verdade. Por mais difícil que seja imaginar, a 2ª Circular já teve semáforos daqueles que actuados pelos peões para atravessar. Recordo-me de pelo menos dois: um para os lados do Estádio da Luz, outro junto à escola alemã, no Campo Grande. O pessoal tinha por hábito carregar nos botões dos semáforos e, assim que o vermelho caia, arrancava cada um na sua bicla e na sua faixa das 3 que já então a 2ª Circular tinha...Esta já era algo amalucada.
- andar a sacar moedas do chafariz do Centro Comercial Imaviz... podia dar-nos para pior.
- voltar da Feira da Ladra com a janela do autocarro aberta... aparentemente não tem nada de extraordinário, mas se vos disser que estou a falar dos antigos autocarros de 2 andares da Carris a coisa já é mais arrojada. A janela estrava presa de ambos os lados, mas uma vez soltos os fechos, rodava para fora, ficando pendurada, normalmente com um barulho dos diabos... muitas vezes tivemos de sair logo na paragem seguinte... o pica não gostava particularmente desta actividade.
- ainda ao nível dos transportes públicos, as saídas dos autocarros de 2 andares (daqueles que tinham uma abertura no canto direito traseiro) costumavam dar bons motivos para rir. Lembro-me de uma ocasião, junto ao Califa, em Benfica, em que um dos nossos ainda não tinha posto os pés no chão e já estava abraçado ao postalete da paragem, acompanhado de uma bela cabeçada no dito...
- descer a Av. Casal Ribeiro e a Rua Dona Estefânia de bicicleta sem travões... desta vez acabei dentro do chafariz, molhado mas sem grandes mazelas...UFA!
- noutra ocasião espetei-me (ainda de bicicleta) contra uma parede para não ir contra um grupo de magalas... apesar de tudo sempre tinha a desculpa de ter aprendido a andar apenas uns dias antes...

Enfim. Voltarei a este tema.